Aqui em SBC City tem feito frio, muito frio. Para completar, temos um ventinho gelado que sopra incessantemente, dando-nos a sensação térmica de muito menos graus.
Devido a isso, o pequeno tem se "encorujado" dentro de casa porque não se pode bobear com um tempo desses.
A garagem da vovó também tinha sido interditada por ventar muito e não restou ao Dante outra alternativa a não ser ficar preso em casa. Imaginem o sufoco porque ele é muito agitado.
Eis que indo ontem pegá-lo na vovó, deparo-me com um forro azul cobrindo todo o portão da garagem.
Pensei na hora "É muito amor" e dei graças aos céus pelo meu pequeno estar cercado pelo mais puro e genuíno amor dos avós.
Quem, a não ser os que amam os pequenos e nutrem verdadeiro respeito por eles, pensaria em proporcionar um conforto desses a um serzinho de dois anos para que ele continuasse a brincar sem ser privado de sua nesguinha de liberdade?
Segundo a vovó Z., Teco às vezes fica atrás do forro e fala que é uma pipa.
Vento, azul, plástico tremulando... pipa! Isso vindo de um menino que desde que começou a falar dizia "adoia vento", achei poético. Achei singelamente genial, mesmo que pareça dicotomia pura.
Quem dera se nunca perdêssemos essa inocência e o poder de ver a beleza e a poesia nas coisas mais simples.
Um lindo final de semana para todos nós.
Beijolas de maio, azuis como esse céu.